Dia da Internet Mais Segura: como proteger-se de burlas financeiras?

Hoje, 10 de fevereiro, celebra-se o Dia da Internet Mais Segura, uma oportunidade para refletirmos sobre como navegar e interagir online de forma consciente, especialmente quando se trata de finanças pessoais e pedidos de crédito. Nos últimos anos, têm-se multiplicado casos de burlas financeiras que visam consumidores desavisados e uma forma eficaz de se proteger é recorrer sempre a Intermediários de Crédito autorizados e registados no Banco de Portugal.

🚨 Como identificar sinais de alerta?

Antes de assinar qualquer contrato ou fornecer dados pessoais, tenha atenção a alguns sinais de risco:

  1. Pedidos de adiantamentos: se alguém lhe pedir dinheiro antes da formalização do crédito, desconfie. Intermediários de Crédito autorizados nunca exigem adiantamentos.
  2. Oferta demasiado vantajosa: propostas que parecem “boas demais para ser verdade” muitas vezes escondem esquemas fraudulentos.
  3. Dados sensíveis online: evite partilhar informações como NIF, IBAN, números de cartões ou passwords em sites não certificados ou via mensagens.
  4. Confirme sempre a autorização: consulte o registo oficial do Banco de Portugal para verificar se o Intermediário de Crédito está autorizado a atuar. Este é o passo mais seguro para evitar surpresas desagradáveis.

Qual a importância de recorrer a um Intermediário de Crédito autorizado?

  1. Garantia de transparência e segurança;
  2. Apoio especializado para tomar decisões financeiras informadas;
  3. Cumprimento das normas legais e regulatórias;

“Antes de pedir crédito, confirme sempre se o Intermediário de Crédito está registado no Banco de Portugal. É a forma mais segura de proteger o seu dinheiro e a sua informação pessoal.”

Intermediários de Crédito não vinculados: o que os distingue?

Importa ainda esclarecer que apenas os Intermediários de Crédito não vinculados podem cobrar pela prestação dos seus serviços. Estes Intermediários atuam de forma independente, não mantendo qualquer vínculo contratual com instituições mutuantes. A sua intervenção é regulada por um contrato celebrado diretamente com o consumidor, no qual ficam definidos, de forma clara, os termos, condições e eventuais custos associados ao serviço de Intermediação de Crédito.

Esta transparência permite ao consumidor saber, desde o início, em que condições está a contratar o serviço e quais os encargos envolvidos.

A informação é a melhor ferramenta de proteção do consumidor,

Por isso, antes de avançar com qualquer pedido de crédito, consulte as listagens oficiais do Banco de Portugal, onde pode confirmar quais as entidades autorizadas e identificar aquelas que não estão legalmente habilitadas a exercer a atividade de Intermediação de Crédito.

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