A visão da ANICA na diversificação do crédito

Depois do boom das renegociações e da Garantia Pública, os Intermediários de Crédito defendem agora uma maior aposta no financiamento às empresas. Após o crescimento, impulsionado pelas renegociações do Crédito Habitação, o foco passa agora para a Garantia Pública, apoiando os jovens na compra da primeira casa.

💼 O setor da Intermediação de Crédito está a atravessar uma fase de mudança.

Segundo Tiago Vilaça, as renegociações estabilizaram e o mercado de transferências perdeu dinamismo, levando os Intermediários de Crédito a olhar para novos segmentos de crescimento, com destaque para o financiamento às empresas, um mercado que registou um crescimento anual de 3,6% em 2025, totalizando 74,2 mil milhões de euros. Contudo, é um segmento que exige uma abordagem mais consultiva e distinta do crédito a particulares.

"Preocupa-me ver os bancos muito focados no Crédito Habitação. (…) A economia está muito apoiada no consumo a crédito e não se fala no financiamento das empresas", afirma Tiago Vilaça, alertando para o risco de serem as empresas "que estão a segurar os salários de quem vai pagar este consumo".

A ANICA defende uma estratégia de médio e longo prazo, alertando para a excessiva concentração do sistema financeiro no Crédito Habitação e para a importância de apoiar as empresas, fundamentais para a sustentabilidade da economia.

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